Angélica
9.2.09 |
Me odeie ou me adore aqui
“Sale loco de contento con su cargamento para la ciudad, ay, para la ciudad
Lleva en su pensamiento todo un mundo lleno de felicidad, si, de felicidad
Piensa en remediar la situación del hogar que és toda su ilusión, si”
Angélica era uma moça espanhola que morava na minha rua, seu corpo moreno, seus cabelos negros, seus olhos castanhos, sua vida espanhola, enfim, me encantavam. Me encantava seu jeito de vestir, seu jeito de andar, seu jeito de viver. Mas minha admiração era secreta, era infinita, mas discreta.
A glória da vida é o que se obtém pelo silêncio, melhor que as mulheres só o silêncio, melhor do que o silêncio só o João [Gilberto]. Acontece que eu sou baiano, acontece que ela não é, mas ela me deixa todo gamado, minha Nossa Senhora.
De repente era ela quem batia a minha porta, de repente eu estava arrumado e de repente me apaixonei, me apaixonei por Leila, Angélica, Nélida, me apaixonei pelas mulheres, mas me apaixonei, realmente, pelo biquini, pela tourada, pela escrita. Pela vida é que me apaixonei, por ela, por uma mulher, um adjetivo feminino, mais um. E a vida, ah, ela é linda, e ela tem um requebrado pro lado, minha Nossa Senhora, meu senhor São José.
E acontece que de repente eu me perdi, e me reencontrei. Tudo no mesmo parágrafo da mesma curta vida de poucas linhas, porque só aqui é que eu ganho vida, só aqui Angélia, Leila e Nélida ganham vida. Só aqui é que eu me apaixono.
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Feliz Ano Velho
20.12.08 |
Me odeie ou me adore aqui
O final de ano chega como o anúncio de algo novo, alguma coisa que realmente vai mudar, um ciclo completo (o que não deixa de ser, porque é o fim do ciclo da terra em torno o sol), ele chega como se anúnciasse o perdão, repensamente e ações. Ações, esses por sua vez, boas, soam-me como a ação de um dar de mãos, um beijo, um abraço, um trégua e algo novo, realmente novo.
Me soa isso como se mostrasse, ou melhor, confessasse um pecado, o pecado da mudança, mas mudança de que? Algum cientista totalmente louco vai descobrir uma nova doença, uma nova teoria maluca. Eu espero que 200inove traga algo realmente inovador, que realmente mude algo na minha vida, na vida de todos. Porque o ano que passou nada mais foi do que o ano que passou antes de 2009
Por isso Feliz Ano Velho
P.S.: Texto escrito sem muita inspiração
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The Once Love
1.12.08 |
Me odeie ou me adore aqui
That last time under a cover
that last saw, her look
she seem pretty,
you just don't know that is the last time
In the night
she leaves you
forever
never go back
You look for anyone else
but seems that no one can substitute
in no one one you can found the love
that you had once.
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Aquele que salva uma vida, salva o mundo todo
10.11.08 |
Me odeie ou me adore aqui
Nesse final de semana assiti o filme 'A Lista de Schindler' (Steven Spielberg, 1993) e vi a bondade, a lista que Oskar Schindler fez era a essência do bem, qra o que o separava das pessoas comuns, das pessoas cruéis. Pra quem não sabe, Oskar Schindler salvou mais de 1.100 judeus do Holocausto. Ele queria proteger a todos os judeus a quem já tinha salvo.
Schindler é o bem, Schindler representa o que todo homem deveria ser, fraterno e amoroso para com os outros. Ele não só slava esse judeus, como dá boa parte de sua fortuna para que cada um fosse salva. Schindler paga uma quantia em dinheiro por cada um desses 1.100 judeus a serem salvos.
Porém sua recompensa é alta, altíssiam. Ele vê as famílias de quem cuidou se procriarem e criarem novas gerações, salvarem a si mesmas, e os 1.100 judeus que salvou se procriaram e se tornaram 6.00 e hoje são os judeus mais influentes, senão os únicos em toda a Polônia.
Porém não se pode esquecer do seu grande ajudente por trás disso Itzhak Stern, que encabeçou a escolha dos judeus, sendo ele prórpio um deles e se subtendo as ordens de Schindler. Itzhak Stern foi um homem que ficou atrás de Schindler, mas teve igual importância, ele que escreveu essa lista, a lista do bem, das 1.100 vidas e termino usando suas palavras:
"Essa lista, essa lista é a essência do bem [...] Ela é a vida e em suas margens fica o abismo"
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Neon de Vitrine
22.10.08 |
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Neon de vitrine é a mídia, é a publicidade, que põe cada vez mais neon nas vitrines para ofuscar o blues e delírio de ver as coisas como realmente são, como realmente deverima ser. Como realmente deveriam ser mostradas.
A mídia ofusca pelo brilho excessivo do neon, o neon das vitrines, vitrines vitrais. Que refletem o realmente somos, o que cosumimos e o mundo nos fez consumistas e nos obcessivos e nos fez ociosos. O mundo é o big brother da vida real, que é monitora 24h por ele e por seu capitaismo absurdo (dudu dando uma de socialista). Mas, é um fato, o mundo nos mudou, estamos mudados e mudando, e para pior.
E somos cada vez mais pesados, temos cada vez menos gente fina (porque gente fina é outra coisa), temos pessoas obesas, ociosas, temos o mau do mundo, que está nos atacando aos poucos. Está nos atacando como sucesso, porque o mau do mundo é. É o que nos muda, para pior. E o mundo?
O mundo meu amigo, ele continua lá monitorando 24h...
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Sexo & Comparação
16.10.08 |
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Sexo é cada momento na cama, sexo é alguém do seu lado sussurrando em seu ouvindo no meio da noite um "Eu Te Amo" reconfortante e relaxante, é você dar e receber, é em cada vão momento sentir seu amor, junto, ali, ao seu lado, ofegando com você , por prazer e dor.
Mas sexo tembém é assunto triste, tabu, sexo é assunto pra ser tratado com as pessoas mais íntimas. Sexo é o momento mais intimo do casal. O sexo é assunto apedrejado, mal-tratado. Esquisito.
Sexo é sentir, é suspirar, é ofegar com alguém. Sexo é dar e receber em troca. Agora 'dar', dar é apenas dar, sem respirar, é não querer comprimisso, 'dar' é não sentir o amor, é sem molestado, 'dar' é ser sem-amor.
'Dar' é a vulgaridade, é se submeter, dar é para mulheres, tanto quanto é para homens. 'Dar' é se ver no espelho e se achar um lixo, 'dar' é a vulgaridade máxima.
Sexo é amor, sexo também é tesão, mas sexo é também paixão, divisão, é adoção. 'Dar' é tudo isso, ao contrário. É querer e pedir por não ter ninguém. Se sexo é prosa, amor é poesia, 'dar' é o nada, é a narrativa tosca e apedrejada de um autor ruim, que se acha o tal. Sexo é reviver sua primeira vez, ou ser a sua primeira vez. 'Dar' é só um tempinho, é um nada diante do amor e do sexo. 'Dar' é pedir pra levar.
Sexo é amor e amor é amar.
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Ainda somos os mesmos
9.10.08 |
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Elis Regina antes de tudo foi uma mulher.
Elis era gaúcha, isso me faz pensar nela como uma verdadeira compatriota, não como as pessoas dos outros estados do Brasil, não, como uma real compatriota, como uma gaúcha.
Elis era uma mulher, mas uma mulher de fibra, de coragem, de canto. Uma mulher que sabia qual era o seu lugar, que era no palco, encantando multidões e virando a melhor de todas, Elis era o retrato do futuro, impresso no passado. Era uma mãe, era uma mãe carinhosa, uma mãe como deve ser toda mãe, atenciosa.
Elis era linda, leve e louca.
Morreu. Morreu só, num quarto de sua casa, drogada e alcoolizada. Morreu desmoralizada, por si mesma, mas mesmo assim não foi esquecida por todos, foi lembrda, pelos milhares que foram ao seu velório e depois enterro.
Elis Regina gravou mais de 100 discos em vida e mais tantos foram lançados após sua morte, ela a moça que veio do Rio Grande do Sul para o Rio sem saber nada sobre a grande capital, se tornou a grande estrela daquele local, depois de São Paulo, Elis foi a mulher do Brasil, depois de sua morte há um vazio na cultura, a um vazio de cultura, o Brasil parece estar viúvo, sem um par, só. Elis ficava no seu lugar de esposa cantando, sorrindo, sintetizando sentimentos e acontecimentos, como na anistia, com o Bêbado e o Equlibrista, um de seus maiores sucessos, senão o maior. Elis Regina era uma mulher de lugar, de peso. Ela sim, ela era.
Ela era uma dos poucos que já foram, e não, não era um dos muitos que nunca serão.
E como diria Elis:
"Ainda somos os mesmos e vivemos..."
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Boêmia
2.10.08 |
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Boêmia de ser e viver e que seja eterno enquanto dure e que seja o bastante para ser eterno. A vida noturna, degradada por cataventos uivantes, levantes da vida, por bebidas. E suas esposas estarrecidas, como chegaram tão tarde em casa? Sendo que a casa é há dois quarteirões do trabalho. Esperam, esperam e cansam, vão embora, e nessa vida boêmia não se leva descanso. O pranto como um inimigo, mas também um aliado em noites de tornado em noites do pecado. E se vai levando, vidas boêmias, as vidas que passaram e as vidas que virão serão sempre boêmias, mas que sejam eternas para que tenham a chance de serem lembradas. Que durem.
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Triste Fim
1.10.08 |
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Ideas
As ideas me vêm
Como cataventos dançantes
Nunca se retém
São insinuantes
Ideas são pequenos pedaços
de futuro, Vistos do passado
Como se escritos em papel almaço
Como a caça e o animal caçado
Ideas são sobretudo
Ideas
Puras, Simples,
Assim
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Côncavo e Convexo
22.9.08 |
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Côncavo: Visões distorcidas, aumentadas exageradas, pânico em excesso, sociedade em degradação, o chaos, prefeito caos. Caos aéreo, caos letal, chaos mortal. Ensaios sobre cegueiras, sobre as formas contínuas de roubar a sua vida e você sem saber, e nada é igual a nada, porque você não vê nada, num breu branco, numa escuridão iluminada.
Convexo: Tudo é tudo nada é nada, e tudo descansa, tudo da forma que estava lá, nada acontece comigo e tudo de mal é para os outros, eu descanso na minha rede enquanto leio um livro piegas e romanticista sem uma pingo do que o mundo sofre, espero que minha hora chegue e fico lá, meus dias, longe de tudo, longe até de mim mesmo.
E aí que vem o plano: O limite entre a ordem e a turbulência, entre o que pode acontecer e o que não pode e côncavo e convexo se fundem e aí surge a nossa sociedade, cheia de lamúrios, onde o côncavo prevalece entre guerras e mortes. Todos temos inclinação para o mal, e quando, mesmo que seja para nos defender ou defender os outros, o fazemos sentimos leve satisfação, mesmo que imperceptível e é um vicio.
Apenas para mostrar que nossa sociaedade vive no limite entre a ordem e a turbulência, numa comparação entre côncavo e convexo, numa sociedade instável que pode ser abalada a qualquer instante pelo mais simples detalhe, e um efeito dominó extremante poderoso, é o que surge.
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Criticando a Crítica
21.9.08 |
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Criticando os críticos de cinema - em especial José Wilker, do qual tenho especial aversão e também a Hector Babenco, mesmo achando-o engraçado nas matérias com o CQC - eu não sinto apenas aversão por seu trabalho, mas pela forma como massacram filmes que são relamente bons ou como glorificam filmes extremamente ruins, venho aqui para um protesto.
Critíco os críticos!
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